Cristãos passam menos anos na escola que judeus

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Portugal é uma exceção à regra mundial, com cristãos no fundo da lista, encabeçada por ateus e agnósticos. Estudo aborda dados de mais de 150 países em todo o mundo.

Os cristãos são, ao nível mundial, têm em média 9,3 anos de escolaridade, substancialmente mais do que os muçulmanos, com 5,6, mas bastante abaixo dos judeus, que lideram a tabela com 13,4 anos.

Os dados constam de um estudo divulgado pela Pew Research Forum, uma organização dedicada sondagens de opinião e estudos demográficos relacionados com religião e vida pública, divulgado esta terça-feira.

Portugal surge neste estudo como uma exceção à regra, com os cristãos no fundo da lista. Os cristãos portugueses estudam em média 6.9 anos, atrás dos seus compatriotas muçulmanos, com 7,8 anos. Já os judeus mantêm a regra de mais anos de escola.

Globalmente os judeus, tanto homens como mulheres, revelam índices de escolaridade substancialmente superiores a outros grupos religiosos em todas as regiões do mundo, o que se explica em larga medida pelo facto de a vasta maioria dos fiéis desta religião viverem em países desenvolvidos, nomeadamente nos Estados Unidos e em Israel. Curiosamente, em Israel, a média de anos de escolaridade para muçulmanos é superior à média para a região do Médio Oriente e mundo muçulmano.

Olhando apenas para as duas principais religiões do mundo, em termos demográficos, os cristãos passam em média mais anos na escola do que muçulmanos em todas as regiões exceto na América do Norte. Na Europa a diferença não é grande, com 10,8 para cristãos e 9,5 para muçulmanos mas já ganha maior expressão na Ásia-Pacífico, onde ambas as religiões tendem a ser minoritárias, mas têm importantes focos de presença, como a Indonésia para o Islão e as Filipinas, para o Cristianismo. Nessa região os cristãos passam em média 9,4 anos na escola por oposição aos 5,9 para muçulmanos.

Onde os dados podem causar maior surpresa é em relação à América do Norte, onde os muçulmanos são uma minoria relativamente pequena, mas contam com praticamente mais um ano de estudos do que os cristãos, com 13,6 e 12,7 respectivamente, mas também em regiões do mundo tradicionalmente muçulmanas, como o Médio Oriente e Norte de África, onde os cristãos contabilizam em média 7,3 anos de escolaridade versus 5,9 para os muçulmanos. Já na África os níveis são no geral baixos, mas os cristãos têm mais do dobro de anos de escolaridade do que os muçulmanos, com 6 anos e 2,6 anos respectivamente.

Interessantes são também os dados relativos àqueles que se definem como não filiados, ou seja, os que se declararam ateus, agnósticos ou simplesmente não aderentes a qualquer religião e que em algumas regiões analisadas, nomeadamente na Europa e na América Latina, têm índices médios de escolaridade superiores a cristãos e muçulmanos.

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O estudo da PEW permite também constatar uma expectável diferença entre homens e mulheres, que se aplica a quase todas as religiões e todas as zonas geográficas, com os homens a passarem em média mais anos na escola do que as mulheres, mas os autores do estudo sublinham que a diferença tende a estreitar, no sentido de uma maior paridade a nível global.

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